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Regaço

Antoni Tàpies







Descrição (gilberto mendonça teles)

Se o cotidiano
perturba e o desespera, ele o cava mais e realça na esperança das
formas inumeráveis do invisível numa folha caindo, num inseto
inquestionável na sua linguagem ou no silêncio que se curva na cabeça
da mesa-essas coisas escondidas e sem brilho no caminho dos homens.


...

Dividido e individado(deve aos deuses de todas as instâncias e sistemas), só se deixa ver e reunir no fundo do tempo, na penumbra de uma meia-sombra, no jeito selvagem do caipora e na forma empinada de um saci com pé ne terra, a cabeça no regaço das nuvens, as mãos tateando os seios
rosados da aurora e o coração,
o coração batendo doidamente de pernas por aí.

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foi aí por aí....

"o povo não se mexia mais, apavorado, com medo, medo de fechar as portas, com medo de ficar na rua, com medo de falar e de ficar calado, com medo de existir."

(guimarães rosa)