Pular para o conteúdo principal

poesia de António Reis

Existo de casas que apanho do chão. É uma tábua que prego e uma candeia que acendo. É uma talha que lavo, uma azeitona que corto.
Um vento que estendo.

É um baldio que escavo. Uma gadanha que afio. Uma encosta que subo e um tempero que lembro.

É uma trança que solto.
Um escano que fecho,
que não vendo,

e uma roca que fio

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

filha da terra

junho de 2017 alto da montanha, vento frio e fogo. estrelas no céu irmãs. mulheres em círculo de enorme gratidão. ervas,  rezos e cantos levantados à mãe terra. Silêncio e olhos fechados para receber o presente da presença. Uma mãe forte que acolhe conversa com as quatro direções e ensina como tocar a terra com respeito e amor. tambor, faísca de fogo, água plantas sagradas em honra e união seguimos mulheres. cachoeira do Caldeirão, minas gerais foto katty cuel
entre o que tenho nas mãos e os naufrágios que me serve o amanhã a única espera é de aferrar-se ao tempo antes que tudo fosse importante.