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sou mais antiga que meu nome
Mirei um sol livre por ouvir o  ressoar do teu próprio coração Em boa hora se aprende a contemplar a ordem dos pássaros, e o tanto de luz que persiste em chegar Faz-se antigo um sorriso agora e presenteia meus olhos com toda a terra. Íntimos corpos no meio da rua todo tipo de vida Alguém abre o silêncio na esquina bicho original crescendo na roda do meu peito

Hilda Hilst

homenagem a Pavel Kohout Que te devolvam a alma Homem do nosso tempo. Pede isso a Deus Ou às coisas que acreditas À terra, às águas, à noite Desmedida, Uiva se quiseres, Ao teu próprio ventre Se é ele quem comanda A tua vida, não importa, Pede à mulher Àquela que foi noiva À que se fez amiga, Abre a tua boca, ulula Pede à chuva Ruge Como se tivesses no peito Uma enorme ferida Escancara a tua boca Regouga: A ALMA. A ALMA DE VOLTA .
Semana passada terminei minha leitura do livro O Lobo da Estepe. Em um pequeno papel,  palavras foram anotadas e negadas por mim por achar aquilo tão não-sonhador ou sonhador demais. Só essa semana entendi para quem e porque desse pensamento chegar até aqui. Para José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo " Nasceram para andar na terra e não para a água.E naturalmente, não querem pensar: foram criados para viver e não para pensar.Isto mesmo!E quem pensa, quem faz do pensamento sua principal atividade, pode chegar muito longe com isso.Mas sem dúvida estará confundindo a terra com água e um dia morrerá afogado."-Hermam Hesse é muito triste observar o quanto o ser humano está cego ao não olhar que faz parte da totalidade.
e a demora é esse ruído que cresce. Dá-me o que sou consciência andarilha e a espera essa terra contínua. São filhos do sonho os que perderam sem querer o medo
acordei também com a Permanência fortaleza da terra e sua sabedoria de retidão. água corrente da tarde aviso de sonhador que fica com a fala dos caminhos prossigo, com um tremor respeitoso no peito e um verbo claro de força.

Jules Supervielle

Gravitação  Esta noite sentado à beira do crepúsculo e os pés balançando acima das vagas olharei a noite descer: ela se acreditará inteiramente só E meu coração me dirá: faz de mim alguma coisa que eu sinta que sou sempre teu coração.